quinta-feira, 18 de agosto de 2016

ORIXÁS REGENTES DE 2016

                                            ORIXÁS REGENTES  DE 2016
                                                  
                                                             


ORIXÁS2016 Será um ano Regido pelo Planeta SOL, sim o Sol mesmo que seja uma estrela é considerado pelos esotéricos um Planeta Regente, logo sua regência será o orixá da Criação, Orixá Oxalá em todas as suas Formas; Oxalufã, Oxaguiã, Obatalá, Orixaláestarão a frente deste ano.
A Regência do Sol nos remete aos mitos da criação e Divindades criadoras, conhecidos como avatares ou messias, os Filhos de Deus como Shiva, Buda, Jesus Cristo entre outros. Com Influência de Iemanjá que a partir do mês de Julho também influenciará no Ano.
O Ano de 2016 será um ano bem importante, Será Regido pelo orixá OXALÁ, sim o Senhor do pano branco, o Criador da Humanidade, o orixá da paz. Aquele que carrega o Mundo nas mãos ao lado de Seu Cajado. E quando temos um Ano regido por esse grande Orixá temos um ano mais lento, pois Oxalá é lento porém constante, será um ano mais equilibrado, 2015 tínhamos Ogum e tivemos muitos altos e baixos pois Ogum é a Execução. Oxalá representa equilíbrio do Planeta, o começo. O Início, teremos em 2016 uma nova oportunidade de começarmos tudo de novo. Oxalá em 2016 vem montado em suas Nuvens levantando a Bandeira da Paz e da União, será um ano para repensarmos nossas atitudes e despertarmos o Amor ao próximo, pois este é o único caminho que nos conecta a Oxalá Aqueles que colheram tempestades em 2015 terão em 2016 a oportunidade de uma nova plantação. Já quem teve 2015 um ano de realizações, 2016 consolidará mais ainda todas as conquistas.
Espiritualmente estaremos muito bem guardados, pois o Orixá do branco é um grande protetor e guardião de toda Humanidade!
Climaticamente teremos um ano quente pois O Sol estará mais presente e próximo da terra! Além de Oxalá, outras formas deste Orixá também trarão suas características, Oxaguiã o Orixá do progresso estará presente e participativo então teremos muitas descobertas no campo da ciência em 2016 Já Obatalá o oxalá que criou a Terra cuidará do nosso planeta, para isso há grandes possibilidades de grandes ventos e tufões que remanejaram a terra para termos mais equilíbrio com a Natureza.
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A Influência de Iemanjá a Mãe do Mundo, irá trazer um pouco de nostalgia perto do fim do ano, porém trará um pequeno ciclo de Águas, como todo ano de Oxalá terminaremos com muitas chuvas e Águas, Serão as Águas de oxalá fechando o ano de 2016!
O Ano de 2016 passará mais devagar porém será um ano com mais constância e estabilidade assim como os passos de oxalá que são lentos mas nunca param. Que Pai Oxalá traga sua bandeira branca da paz e fixe nos quatro cantos do mundo; a partir do dia 1 de Janeiro de 2016. Salve Pai OXALÁ! Salve 2016

sábado, 13 de agosto de 2016

IBÊJE

Nação de Cabinda do Batuque, são entidades Gêmeas que formam um único orixá. São Orixás infantes.
Seu assentamento é feito em "vultos" (orixás feito em madeira). A homenagem aos Ibêjes, chamada de Mesa de Ibêje consiste numa mesa (toalha arreada no chão) na qual se serve somente crianças até sete anos de idade e mulheres grávidas, para comerem canja feita das aves que foram sacrificadas aos Ibêjes, doces de toda qualidade, brinquedosbalas.
Geralmente, Xangô e Oxum ocupam seus filhos de santo para prestigiar. Yemanjá e Oxalá também podem ser fazer presentes na cerimônia. Não é comum a presença de outros orixás chegando a Mesa de Ibêje por se tratar de um rito doce e onde a energia da fecundidade está muito presente.
São os melhores para trabalhar na Nação pois possuem o mel de uma criança e o azedo de um adulto.
Diferente do Candomblé, onde Ibêje é cultuado como Orixá ímpar, no Batuque eles são cultuados como qualidades de seus pais. Tanto Xangô Agandju Ibêje, quanto Oxum Epandá Ibêje, recebem as oferendas e pedidos de quem precisam de suas preces.
Na África, Ibêje é o que indica a contradição, os opostos que caminham juntos, a dualidade. Ibêje mostra que todas as coisas, em todas as circunstâncias, têm dois lados e que a justiça só pode ser feita se as duas medidas forem pesadas, se os dois lados forem ouvidos. Por isso de sua herança e importância na cultura afro brasileira.
  • Dia da semana na Nação de Cabinda: Terça-feira (Xangô Agandju Ibêje). Sábado (Oxum Epandá Ibêje)
  • Numero: 6 para Xangô Agandju Ibêje e 8 para Oxum Epandá Ibêje (Nação de Cabinda)
  • Cor: Todas as cores, menos o preto
  • Sincretismo: Cosme e Damião e Nossa Senhora de Fátima

    Entre as divindades africanas, Igbeji é o que indica a contradição, os opostos que caminham juntos, a dualidade. Igbeji mostra que todas as coisas, em todas as circunstâncias, têm dois lados e que a justiça só pode ser feita se as duas medidas forem pesadas, se os dois lados forem ouvidosNa África, o Igbeji é indispensável em todos os cultos. Merece o mesmo respeito dispensado a qualquer Orixá, sendo cultuado no dia a dia. Igbeji não exige grandes coisas, seus pedidos são sempre modestos; o que espera como, todos os Orixás, é ser lembrado e cultuado. O poder de Igbeji jamais podem ser negligenciado, pois o que um orixá faz Igbeji pode desfazer, mas o que um Igbeji faz nenhum outro orixá desfaz. E mais: eles se consideram os donos da verdade.

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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

OBÁ

Obà, (Rainha em yoruba) Obá (usado em sentido literário no Batuque, mas que significa Rei) é a Orixá associada as lutas e de grande virilidade feminina. Seu culto é cheio de tabus, principalmente para os mais antigos. Não é muito fácil encontrar filhas (os) de Obá. Diz-se que no passado na Nação de Cabinda, somente mulheres eram iniciadas e se tem notícias ainda hoje, que durante suas rezas no passado, os homens não tinham permissão de dançar, da mesma forma que as mulheres não dançavam para qualquer qualidade do Orixá Bará. Nos antigos terreiros da Nação de Cabinda, somente as Yalorixás de orixás femininos poderiam aprontar filhas de Obá, sendo que somente Madrinhas de Religião também de orixás femininos, podiam ser escolhidas para seus aprontamentos. Obá sempre foi um orixá de fortes tabus. Seu aprontamento se reserva a detalhes bem específicos, que é de conhecimento dos mais antigos. Diferente do culto das outras iyabas, nela não há presença de homens e até mesmo crianças dentro de seu culto. Mas de anos para cá, talvez o orixá tenho se "adaptado e/ou aceitado" algumas situações como aprontamento de homens ou até mesmo o orixá como passagem de alguns orumalés masculinos. No Candomblé (Ketú), Obá é tratada como uma orixá da justiça e das águas revoltas. Em geral, no Batuque, ela está mais ligada como orixá das rodas e do corte, apesar de se tratar da mesma orixá, mas que demonstra toda tenacidade deste (a) orixa.
Obá foi uma das três esposas de Xangô, na qual diz a lenda que ao tentar agradar o marido, foi convencida por Oxum a cortar sua orelha. Em uma das rezas de Obá, dança-se com uma das mãos nas orelhas em homenagem a este itón (lenda).
Em grande parte das Nações que compõem o Batuque do RS, as (os) filhas (os) Obá tem como adjuntó o Orixá Bará ou Xangô ou Xapanã. Em todas as suas obrigações, ela é tratada com Epô (azeite de dendê) e sempre invocada em caso de brigas e de reequilíbrio do sistema físico emocional
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  • Dia da semana na nação Ijexá é segunda-feira,
  • Dia da semana na nação de Cabinda é quarta-feira.
  • A cor é rosa, mas na nação de Cabinda também se adota o marrom, porém é pouco usual e mais utilizada pelo antigos, segundo Paulo T. B. Ferreira, em sua obra "Fundamentos Religiosos da Nação dos Orixás".
  • É sincretizada com Santa Catarina de Alexandria. Em outras nações com Santa Joana D´Arc.
  • A saudação no Batuque é EXÓ. 
  • A cor da guia é rosa ou marrom. Também pode ser feita com estas cores intercaladas.
  • Seu número é 9.
  •   

    Orixá de grande poder e sabedoria. Ela é guerreira vencedora, mas rege a solidão orixá do rio Obá, foi à terceira das esposas de xangô.(Salve o Rainha Guerreira) Significa: Rainha Elemento: Água e Terra Uma das esposas de Xangô; divindade dos rios, das enchentes, das pedras nas encostas.OBBA Foi o inicio de uma grande paixão, nunca se viu tanto amor. A deusa guerreira e justiceira que pune os homens que maltratam as mulheres, descobriu um sentimento novo por um homem além do ódio. 

OSSANHA

A este Orixá pertence todas as folhas medicinais e ervas utilizadas nos rituais de Nação, por este motivo, temos um Orixá muito respeitado e cultuado em todos as Casas de Religião, podemos dizer que Ossanha possui a solução para todos os problemas relacionados a cura de enfermos, tanto material quanto espiritual. 
Orixá das folhas, ervas medicinais,nenhuma cerimônia pode ser realizada sem sua interferência, o nome dessas folhas e o seu emprego dentro do culto é a parte mais secreta do ritual dos orixás , Vodun e Inkice.
cada orixá tem suas folhas mais só Ossanha sabe de fato o segredo de cada
uma.
 Este Orixá teve uma das pernas amputadas, por isso na maioria das vezes, quando manifestado, ele dança e se movimenta numa só perna. Logicamente que Ossanha rege a flora, e devido ao poder de cura das plantas, sendo ele o detentor do conhecimento sobre a eficácia de cada uma delas, é um dos Orixás “médicos” do Orunmalé. Além da homeopatia, o conhecimento de cura das doenças ligadas ao esqueleto ósseo humano também tem colaboração de Ossanha. As oferendas a Ossanha devem ser entregues no interior da mata, sendo o coqueiro a árvore consagrada a este Orixá. Como se torna cada vez mais difícil encontrar áreas de mata dentro da cidade, é muito comum depositarem suas oferendas em áreas gramadas junto a coqueiros ou palmeiras, (praças, por exemplo), ou até mesmo junto a figueiras, que é uma árvore consagrada a outro Orixá “médico”, mas que mesmo assim, é aceito de bom grado por Ossanha. Suas cores são a soma do verde e do amarelo. 

Também chamado de Ossãe, Ossaim ou Ossanhe. Considerado a Divindade da medicina, por guardar consigo os segredos místicos e curativos das folhas e plantas. Patrono dos aleijados, pois tem uma só perna, é representado portando uma muleta, objeto que lhe é consagrado.Quando este Orixá vem ao mundo, usando da possessão de filho, fica dançando horas numa perna só, sem colocar o pé no chão, o mostram o poder do orixá e a confirmação da possessão, pois ninguém conseguiria dançar tantas horas apoiado numa só perna.
Ossanha representa a sabedoria ancestral do homem, que permite o domínio da natureza. Em quase todos os fetiches e axés feitos para a saúde invoca-se o Ossanhã, que além de ser o orixá da cura também é de índole bondosa e jamais deixaria de atender um pedido.


Saudação: Eu Eu

Odé e Otin

No Batuque, estes dois Orixás são cultuados juntos. São os protetores das matas e dos animais silvestres e selvagens. Os filhos de Otin são quase inexistentes, pois na Mitologia, Otin não teve filhos na terra, dando assim as cabeças dos filhos para Odé. Com o passar dos tempos já se nota a existência de filhos de Otin, caso raro e absurdo para muitos Pais-de-Santo. Não se sacrifica para um sem dar para o outro, os animais são os mesmos, mudando apenas o sexo.Odé é o orixá das matas e florestas onde vive a caçar. É o protetor dos caçadores e seu nome deriva desta palavra. Seus filhos são espertos, rápidos e atentos.Considerado uma das mais belas danças nos cultos afro brasileiros, pois ocupa seus filhos dançando com um arco e com bela movimentação. Na Nação de Cabinda, sua dança é sempre acompanhada de sua grande companheira, Otim.Apesar de ser o grande caçador e arqueiro entre os Orixás, nos cultos puramente africanos, suas oferendas eram devolvidas a natureza, pois é considerado o protetor dos animais. Em suas oferendas, são oferecidas comidas a base de porco, como costelas. Seu principal adjuntó é Otim. Mas Odé também pode fazer adjuntó com Yemanjá em raras vezes.
  • Símbolo: Arco e flecha e a lança
  • Cor: Azul marinho;
  • Dia da semana: Segunda-feira; Na Nação de Cabinda, sexta-feira
  • Saudação: Oquê oquebamo
  • Número: 7. Outras nações adotam o 8.
  • Alimento: Algumas nações cultuam somente com epô (azeite de dendê), outras também utilizam o mel.
  • Guia: 1 conta azul, 1 conta rosa, 1 conta branca - (Nação de Cabinda)[7]
  • Sincretismo: São Sebastiao.
  • Filho único da orixá Yemanjá, tendo sido criado junto de Ogum e Bará, sendo estes grandes companheiros.

Otin

Otin (yorubá) ou Otim (usado na grafia do Batuque), significa rio que embriaga, transborda.É raro encontrar iniciados a Otin. É uma Orixá que se alimenta de todo tipo de caça, porém seu alimento preferido é a carne de porco. Por conta disso, um dos arquétipos dos filhos de Otin é a gula.Ela reina toda a fauna (fêmeas) protegendo as florestas e o ecossistema. Dentro da religião, muitos comentam que não há ocupação de Otin em seus cavalos de santo ou até mesmo não se dá Ori a Otin. Tanto na Nação Cabinda, Jeje ou Ijexá, o aprontamento de Otin já é fato corriqueiro. Geralmente Otin é adjuntó de Odé e vice-versa. Em alguns templos, o tratamento de Otin é feito somente com epô, mas alguns sacerdotes também adotam o epô com mel em suas feituras.
  • Saudação: Oquê Oquebamo
  • Número: 7 ou 8, dependendo da Nação
  • Cor: Azulão, rosa e branco (3 contas de cada cor) na Nação de Cabinda
  • Sincretismo: Santa Bernadete

Kawó Kabiesilé!! XANGO

O Orixá do fogo e do trovão, Senhor da Justiça, considerado um Orixá vaidoso, que gosta de festas e comemorações. Sua sensualidade atrai as mulheres de modo geral, na Mitologia dos Orixás, Xangô é casado com três mulheres: Oyá, Obá e Oxun. Tem as classes Aganju e Agodô.Este Orixá é sempre lembrado, pelos fiéis do Batuque, em casos de difícil resolução e justiça, já que suas atitudes são sábias e rígidas.
ua comida preferida é o [amalá] Suas cores são o vermelho e o branco e sua saudação . kao kabecile   
Xangô é considerado o Rei de várias nações. No Batuque do RS, a Nação de Oyó e de Kabinda o tem como seu Rei supremo. Talvez daí a grande importância, pois no ritual a principal dança o ALUJÁ, é dedicado a Xangô, como coroamento das obrigações de 4 patas feita nas Nações. 
Além de ser o dono da Balança (Kassun), é considerado o pai dos Ibejes, sendo também um dos regentes dos Egúns no Batuque. Durante a Balança, a presença de Xangô é imprescindível, pois ele gera a harmonia e força para a confirmação das obrigações que estão sendo realizadas. Orixá da justiça e das escritas, suas ferramentas são o machado de dois fios e um fio, o livro e a balança. A pedreira é o local de oferendas a Xangô, de preferência se for perto de algum rio ou praia. Seus assentamentos são tratados com epô, mas Xango Ibeje,. Na mitologia africana, Xangô teve três esposas: OXUM , OYA,  OBA . ADJUNTOS NA NAÇÃO CABINDA..
  • Saudação: Kao Kabecile
  • Número: 6 e seus múltiplos
  • Cor: vermelho e branco
  • Guia: 6 contas vermelhas e 6 contas brancas



    CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE XANGÔ!
    É muito fácil reconhecer um filho de Xangô apenas por sua estrutura física, pois seu corpo é quase sempre muito forte, com uma quantidade razoável de gordura, apontando a sua tendência à obesidade; mas a sua boa constituição óssea suporta o seu físico avantajado. Há também os magros e muito elegantes.
    Com forte dose de energia e auto-estima, os filhos de Xangô têm consciência de que são importantes e respeitáveis, portanto quando emitem sua opinião é para encerrar definitivamente o assunto. Sua postura é sempre nobre, com a dignidade de um rei. Sempre andam acompanhados de grandes comitivas; embora nunca estejam sós, a solidão é um de seus estigmas.
    Conscientemente são incapazes de ser injustos com alguém, mas um certo egoísmo faz parte de seu arquétipo. São extremamente austeros (para não dizer sovinas), portanto não é por acaso que
    Xangô dança alujá com a mão fechada. Gostam do poder e do saber, que são os grandes objectos de sua vaidade. São amantes vigorosos, em seu lado negativo, pobre das mulheres cujos maridos são de Xangô. Um filho de Xangô está sempre
    cercado por amigos, auxiliares, no caso de governantes, empresários, mas a tendência é que aqueles que decidem ao seu lado, sejam sempre homens.
    Os filhos de Xangô são obstinados, agem com estratégia e conseguem o que querem. Tudo que fazem, marca de alguma forma sua presença; fazem questão de viver ao lado de muita gente e têm pavor de ser esquecido, pois, sempre presentes na memória de todos, sabem que continuarão vivos após a sua ‘retirada estratégica’.

IANSÃ

Deusa guerreira, divindade dos ventos, das tempestades, dos raios e dos redemoinhos.Mulher de sexualidade intensa e assumida, Esposa de Ogum e apaixonada por Xangô. Dona da aliança atua em todos os campos que envolvam o relacionamento amoroso, por isso é muito solicitada para resolver casos de união.Identifica-se com pessoas vaidosas e impetuosas, cuja velocidade de pensamento, a tagarelice e alegria são traços fortes. São pessoas muito animadas e felizes, pois fazem festa com tudo. Tem um forte dom para a magia e uma incrível capacidade de adaptação. Os filhos de Iansã estão sempre apaixonados ou se apaixonando, pois este orixá é a regente dos sentimentos fortes e audaciosos.aplica a Lei nos campos da Justiça e é extremamente ativa. Uma de suas atribuições é colher os seres fora-da-Lei e, com um de seus magnetismos, alterar todo o seu emocional, mental e consciência, para, só então, redirecioná-lo numa outra linha de evolução, que o aquietará e facilitará sua caminhada pela linha reta da evolução.yansa


É a divindade dos ventos, das tempestades, dos raios e dos redemoinhos.Dona da aliança é muito solicitada para resolver casos de união.

Dia da semana: segunda, terça, quarta e quinta -feira.
Cor: vermelho e branco
Número de axés: 07, 12, 14,77.


Comidas: batata doce frita, opeté (espécie de bolo) de batata doce, doce de batata, acarajé de feijão miúdo.
Guia: três contas vermelhas e uma branca
Parte do corpo que Iansã rege: menina dos olhos e sistema digestivo
Ferramentas: punhal, aliança, diadema, taça e búzios.
Lugar de oferendas: mata, cemitério, encruzilhada e pedreira.
Aves: galinha "carijó" e casal de galinha d'angola
Pombo: escuro
Quatro - pé: cabrita malhada, branco e preto (baia).
Peixe: pintado
Frutas: manga, maçã, pitanga.
Sobrenomes de Orixá: 
Dia do ano: 04 de dezembro 
Saudação: Eparrey 

Santo que representa: Santa Bárbara.
Orixá dos ventos e tempestades, dona dos raios, é a guardiã dos Eguns (mortos). Carrega consigo sua espada (ou adaga) e o eruexim, espécie de chicote de rabo de búfalo com o qual conduz os espíritos.eusa da espada de fogo, Dona das paixões, Iansã é a Rainha dos raios, dos ciclones, furacões, tufões, vendavais. Orixá do fogo, guerreira e poderosa. Mãe dos eguns, guia dos espíritos desencarnados, Senhora dos cemitérios.Não é muito difícil depararmo-nos com a força da Natureza denominada Iansã (ou Oyá). Convivemos com ela, diariamente.Iansã é o vento, a brisa que alivia o calor. Iansã é também o calor, a quentura, o abafamento. É o tremular dos panos, das árvores, dos cabelos. É a lava vulcânica destruidora. Ela é o fogo, o incêndio, a devastação pelas chamas.Sentimos Iansã nos ventos fortes, nos deslocamentos dos objetos sem vida. Orixá da provocação e do ciúme.Iansã é a disputa pelo ser amado. É a falta de medo das conseqüências de um ato impensado, no campo amoroso. É até mesmo a vontade de trair, de amar livremente. Iansã rege o amor forte, violento.

Arquétipo: É de pessoas audaciosas, poderosas e autoritárias, pessoas que podem ser fieis, de uma lealdade absoluta em certas circunstancias, mas que em moutros momentos, quando contrariada o jogo vira.

Oyà

Oyà de tradução yoruba, que significa nove. É associada a sensualidade, a força feminina e a guerra. Orixá dos ventos e das tempestades, foi esposa de Ogum, o qual deixou por amor a Xangô; Dentre os os Orixás femininos é considerada com Obá, uma das mais guerreiras.
Oyá é tradicionalmente conhecida como uma manifestação jovem, sendo o nome Yansã (que sopra o vento), conhecida como sua forma mais madura e muito utilizado também na umbanda popular. É o primeiro Orixá feminino a ser cultuada na hierarquia do Batuque em todas as Nações.
Está associada aos ventos, raios e tempestades. Muito comum entre os batuqueiros ao se perceber uma forte ventania, diz se que Oyá está “abanando a saia”. Também rege a sexualidade feminina e, por conseguinte, a sedução e as paixões. É a “dona do teto” e da panela, portanto para os batuqueiros, quem tem Oyá nunca fica desabrigado, e nem passa fome. Pelo fato de dominar os Eguns, é sempre invocada quando o problema se trata de uma possível perturbação causada por estes espíritos não evoluídos. Por ser um Orixá diretamente associado a Ogum, é cultuada nos mesmos lugares e em companhia deste Orixá, sendo que aceita melhor suas oferendas, se depositadas junto a uma pitangueira, árvore consagrada a ela. Suas cores são a combinação do vermelho com o branco, dando ênfase ao vermelho. Na Nação de Cabinda além de Ogum, Oyá também faz adjunto com Xangô, Bará e Xapanã.
      Número: 7
Guia: 7 contas vermelhas e 7 contas brancas cristais em outra pode ter sua cor sendo o marrom
Dia da semana: Terça-feira
Saudação: Epa eio, Eparreio 

Qualidades: Oyá, Timboá, Dirá e Yansã.
Oyá é a Orixá mais dinâmica e vibrante entre as Iabás.

.Ogun



                                                            OGUM
Orixá da guerra, do ferro, da metalurgia.
Os filhos de Ogum perseguem tenazmente um objetivo: quando o atinge, imediatamente o larga e parte em procura de outro.Ogum é o Orixá da guerra, da demanda e da luta. Seus filhos são influenciados com todos esses característicos. Seu tipo é esguio e procura sempre estar bem fisicamente, por isso gosta de praticar o esporte. É agitado, impaciente e afoito. Tem decisões precipitadas. Inicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. Por amar o desafio sempre está buscando uma tarefa considerada impossível. Como os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas, os filhos de Ogum perseguem tenazmente um objetivo, mas quando o atinge  imediatamente o larga e parte em procura de outro. É insaciável em suas próprias conquistas.Uma marca muito forte de sua personalidade  é tornar-se violento repentinamente. Seu gênio é muito forte. Não admite a injustiça e costuma proteger os mais fracos, assumindo integralmente a situação daquele que quer proteger. Leal e correto é um líder. Sabe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado, desde que não seja desrespeitado. Adapta-se facilmente em qualquer lugar. Come para viver, não fazendo questão da qualidade ou paladar da comida. As armas de fogo, facas, espadas e das coisas eitas em ferro ou latão fazem o gosto dos filhos do Ogum, talvez por ele ser o Orixá do Ferro e do Fogo.Por ser o dono do "obé" (faca), sem ele não tem como outros orixas serem feitos. Qualquer sacerdote de orixá tem que ter Ogum em seus assentamentos, pois este é o dono do axé das facas. Por ser dono das armas, é invocado para vencer demandas. Pela mesma razão é o protetor dos policiais e dos soldados.
                                                               Características
 As suas cores são o vermelho e o verde (para o Meje, verde e branco). O dia da semana consagrado a Ogum é a quinta -feira  (segunda-feira para Ogum Avagã), e o seu sincretismo é com São Jorge (em algumas nações Ogum Avagã é sincretizado com São Paulo). A sua saudação no batuque, "Ogunhê!", é muito usada nas procissões em comemoração ao Dia de São Jorge 23 de abril, juntamente.
 . Sua cor é o verde e vermelho, mas pode-se usar o azul escuro. Ogun Avagã tem seu assentamento do lado de fora e tem a mesma função de defender e equilibrar a casa, assim como Bará Lodê, e usa cores no tom escuro. Dizem que ele é um Vodum, conhecido como Gún Awagàn. Temos também Ogun Onira (ou Onire) e Ogun Adiolá (que vive junto aos orixás da água, Oxun e Yemanjá). A saudação do Ogun é Ogunhê.
Saudação: Ogunhê
Dia da Semana: quinta feira
Quinta-feira para os demais
Número: 07 e seus múltiplos
Cor: Vermelho e Verde
Guia: Vermelho e Verde escuros
                                                                   
                                                                    RITUAIS 

Os rituais são próprios e originais ,Todos os orixás são montados com ferramentas, Okutás (pedras) etc. e permanecem dentro da mesma casa, com exceção do Bará Lodê e do Ogum Avagãn, que tem seus assentamentos numa casa separada, ficando à frente do templo onde recebem suas oferendas e sacrifícios. A casa dos Eguns também tem lugar definido, é uma construção separada da casa principal, na parte dos fundos do terreiro, onde são feitos diversos rituais.
Em caso de falecimento do babalorixá ou iyalorix, dono do terreiro, fica a critério da família o destino do templo, geralmente não tendo um familiar que possa suceder o morto o templo é fechado. Na maioria dos casos na morte de um sacerdote, todas as obrigações são despachadas num ritual especifico chamado de Eresum, semelhante ao axexê do candomblé, por este motivo é muito difícil encontrar ilês (casas) com mais de 60 anos, são muito poucos os sacerdotes que destinam seus axés a um sucessor, para dar prosseguimento à raiz.
A principal característica do ritual do Batuque é o fato do iniciado não poder saber em hipótese alguma que foi possuído pelo seu orixá, sob pena de ficar louco.
Cada babalorixá ou iyalorixá tem autonomia na prática de seus rituais, não existem nomenclaturas de cargos como tem no candomblé, exercem plenos poderes em seus ilês. Os filhos de santo se revezam nos cumprimentos das obrigações.No mínimo uma vez por ano são feitos homenagens com toques para os Orixás, mas as festas grandes são de quatro em quatro anos. Chamamos de festa grande a obrigação que tem ebó, ou seja quando há sacrifícios de animais de quatro patas aos orixás, cabritos, cabras, carneirosporcosovelhas, acompanhados de aves como galosgalinhas epombos.Esta obrigação serve para homenagear o orixá "dono da casa" e dos filhos que ainda não possuem seu próprio templo. A data é geralmente a mesma que aquele sacerdote teve assentado seu orixá, a data de sua feitura. As festas têm um ciclo ritual longo, que antigamente duravam 32 dias de obrigações, hoje diante das dificuldades duram no máximo 16. O começo de tudo são as limpezas de corpo e da casa, para descarregar totalmente o ambiente e as pessoas, de toda e qualquer negatividade; em seguida são preparados as oferendas e sacrifícios ao Bará. A partir deste momento, os iniciados já ficam confinados ao templo, esquecendo então o cotidiano e passam a viver para os orixás por inteiro até o final dos rituais. No dia do serão (dia da obrigação de matança), todos os orixás recebem sacrifícios de animais. Os cabritos e aves são preparados com diversos temperos e servidos a todos que participarem dos rituais, tudo é aproveitado, inclusive o couro dos animais, que sevem para fazer os tambores usados nos dias de toques.No dia da festa o salão é enfeitado com as cores dos orixás homenageados. A abertura se dá com a chamada (invocação aos Orixás), feita pelo sacerdote em frente ao peji (quarto de santo), usando a sineta (adjá), saudando todos orixás. Ao som dos tambores, as pessoas formam uma roda de dança em louvor aos orixás, a cada um com coreografias especiais de acordo com suas características.No final das cerimônias são distribuídos os mercados, (bandejas contendo todo tipo de culinária dos Orixás como: acarajé, axoxó (milho cozido e fatias de coco), farofa de aves, carnes de cabritos (cozidas ou assadas), frutas, fatias de bolos etc.), alguns consomem ali mesmo, outros levam para comer em casa.
Durante a semana são feitos outros rituais de fundamentos para os orixás, inclusive a matança de peixe, que para os batuqueiros significa fartura e prosperidade, os peixes oferecidos são da qualidade Jundiá e Pintado; estes são trazidos vivos do cais do porto ou do mercado público, onde o comércio de artigos religiosos é intenso.
No sábado seguinte é feito o encerramento das obrigações, com mesa de Ibejes e toque, novamente em homenagem aos orixás, neste dia são distribuídos mercados com iguarias e o peixe frito, significando a divisão da fartura e prosperidade com os participantes das homenagens aos orixás. Após o encerramento, o sacerdote leva os filhos que estavam de obrigações ao rio, à igreja, ao mercado público e à casa de alguns sacerdotes, que fazem parte da família religiosa, para baterem cabeça em sinal de respeito e agradecimento; este passeio faz parte do cumprimento dos rituais. Após o passeio todos estão liberados para seguirem normalmente o cotidiano de suas vidas  . 

Bará

Bará é a contração da palavra ioruba Elegbara (Ele - possuidor + agbara - poder) significando "O possuidor do poder". Corpo em Yorubá é "ara"Bará se apresenta como o Orixá mais humano de todos os Deuses africanos. É um Orixá prestativo e presente, segurando todas as futuras necessidades dos homens, mas deve ser sempre o primeiro Orixá a ser servido em qualquer obrigação - caso contrário, algo desagradável pode acontecer. Mas basta servi-lo primeiro e assim o ritual estará bem encaminhado. É o Orixá responsável pela boa abertura dos trabalhos, para os negócios e as vidas, destrancando caminhos e abrindo portas ou trancando e fechando, dependendo do merecimento e do cumprimento de tarefas pelo responsável.
Se divide nas classes:
BARÁ LODÊ: assentado fora do terreiro, é responsável pela segurança do mesmo. É o orixá que mantém a estrutura do templo; sua sustentação depende do Bará ou Exu Lodê. 
BARÁ ADAGUE: assentado dentro do terreiro e recebe suas oferendas na encruzilhada. É o mais chamado, pois faz a frente dos orixás Ogun, Oyá, Xangô, Odé, Otin, Ossanha, Obá e Xapanã.
 BARÁ AGELU: é o Bará que faz frente para os orixás das aguas como Oxun, Yemanjá e Oxalá. Em suas oferendas usa-se, além do azeite de dendê, o mel.
BARÁ LANÃ: tem as mesmas atribuições do Bará Adague.
  • Saudação: Alúpo ou Lalúpo
   Dia da Semana: Segunda-feira


   Número: 07 e seus múltiplos