segunda-feira, 22 de agosto de 2016

YEMANJÁ


                                                                         
                               
                                        YEMANJÁ
                                                         
Yemojà (yorubá) signfica filha do peixe. Iemanjá no Batuque, dividade das águas salgadas, dos mares e oceanos, orixa que gera o movimento das águas e protetora da vida. Deusa da pérola, protetora dos pescadores e marinheiros. Senhora dos lares, que traz paz e harmonia para toda a família. Considerada a orixá do pensamento. Por este motivo que recorremos a ela para solucionar problemas de depressão  e de instabilidade emocional. ::
Enquanto Oxum está mais presente na energia de fecunidade, Yemanjá tem sua força na vida (manutenção e consciência).


 Yemanjá é a décima primeira Orixá do Orumalé. Deusa dos Mares, Yemanjá é a Dona dos Pensamentos. Assim como Oxum e Oxalá, faz parte dos Orixás de Coroa.Yemanjá é um dos Orixás mais conhecidos no Brasil.Dona da Clareza, Yemanjá é um Orixá de Mel mas também de muita força. É como o mar, quando sua fúria é invocada as ondas atingem que estiver por perto sem pena. Impera no âmbito familiar, de unir todos, estar sempre ás voltas da casa. Muito intempestivos, seus filhos não possuem a calma da Mãe. Geralmente são muito bravos, querem impor sua escolha e dominar as situações
.A mulher que tem Iemanjá de frente tem muita sensualidade,e é mais sensível, mais carismática, como também tem alta sensitividade. A mulher que tem ela de frente,  essa mulher será altamente sensual, forte, determinada, intuitiva. 

Quando dão uma pancada é como a pancada do mar: A pessoa nunca sabe onde vai rebentar. Não gostam de anarquias, brigas.
. IEMANJÁ é feroz, é mista. Personalidade forte. É sereia. Nas grandes famílias, há sempre um filho de Iemanjá, pronto a envolver-se com os problemas de todos, e gosta tanto disso que pode revelar-se um excelente psicólogo. Fisicamente, os filhos de Iemanjá tendem à obesidade, ou a uma certa desarmonia no corpo. São extrovertidos e sabem sempre tudo (mesmo que não saibam). As filhas de Iemanjá são boas donas de casa, educadoras pródigas e generosas, criando até os filhos de outros (Omulú). São possessivas e muito ciumentas. São pessoas muito voluntariosas e que tomam os problemas dos outros como se fossem seus. São pessoas fortes, rigorosas e decididas. Gostam de viver em ambientes confortáveis com certo luxo e requinte. São incapazes de guardar um segredo. Costumam exagerar nas suas verdades (para não dizer que mentem) e fazem uso de chantagens emocionais e afectivas. São pessoas que dão grande importância aos seus filhos, mantendo com eles os conceitos de respeito e hierarquia sempre muito claros.O Filho de Iemanjá é empreendedor, ativo, um pouco sovina. Sonha com grandes progressos, embora, às vezes, de forma ingênua, não tenha idéia de proporção, exagerado em suas aspirações. Raramente toma atitudes agressivas, excetuando-se, naturalmente, no plano familiar. De temperamento dócil, sereno, pode também agitar-se por qualquer motivo. Dificilmente consegue esquecer uma ofensa recebida e custa muito a depositar novamente confiança em quem haja lhe ferido ou magoado. A mulher que é Filha de Iemanjá tem no marido e filhos seu principal objetivo. Costuma ser muito exigente com os filhos, mas perdoa todas as suas faltas, não raramente, escondendo-as, para que as crianças não sejam punidas por mestres ou pais. Como uma fera, briga com quem quer que se interponha entre os filhos e o lar. Também costuma ser desconfiada e não raro inferniza a vida do companheiro com ciúmes doentios. Se necessário, ombreia-se com o marido para fazer frente às dificuldades da vida, dando tudo de si. Nunca deixa de fazer o que lhe pedem, embora tenha uma grande tendência a reclamar de tudo. É empreendedora e ativa, vaidosa e coquete, gosta de adornos discretos e caros. Os Filhos de Iemanjá são profundamente emotivos, razão pela qual são chamados de chorões.  
As Qualidades de Yemanjá 
  1. Olo-bomí - na África é mulher de Obatalá;
  2. Bomi - ligada a Jobokun e Orunmilà;
  3. Bocí - ligada a Obokun   
  4. Na Nação de Cabinda; 
  5. 1. Boci - A mais jovem - Rege as partes rasas das aguas A Orixá apesar de muito maternal, é muito vaidosa. Gosta de coisas luxuosas e seus filhos e filhas  Quando solicitada propicia favores inestimáveis por ser a Dona do Pensamento. Sabe punir mas também sabe recompensar.
  6. 2. Bomi -   Rege o alto mar Yemanjá não tolera erros e suas punições são grandes sem volta e sem perdão. Fazer com que ela se revolte é grave pois ela sabe o poder que tem. Pois como se costuma dizer dentro da Religião, depois que o mel azeda não existe forma para voltar a ser o que era. A maior característica de Yemanjá é ser remosa, tudo deve ser no tempo dela e o que ela permitir..Os serviços mais comuns feitos para Yemanjá são prosperidade,proteção, saúde   abafamentos e adoçamentos. Também quando se quer que alguém fique com a pessoa em pensamento se faz um Axé para Yemanjá. .A forma de saudarmos Yemanjá é OMI ODO. O dia da semana de Yemanjá é a sexta-feira. Suas cores são respectivamente: Yemanjá Bocí é o azul claro, Yemanjá Bomí é o azul escuro ,Nanã Borocum - Dona da origem da vida, não há culto direto a Nanã Borocum na nação cabinda, por este motivo, ela , como uma qualidade velha de Yemanjá.Ela impera no pensamento e o pior erro é chamar um filho de Yemanjá de louco. 
  7. Yemanjá tem como seu adjunto geralmente Oxalá, mas em alguns casos pode ser Odé.
A oferenda (frente) para Yemanjá leva canjica branca cozida, 4, 8, 16 (e seus múltiplos) cocadas, mel e 8 borrifadas de perfume. Nos Ilês é comum se ter também o Ecó (condensador de energias) de Yemanjá que leva uma flor branca, mel, água, uma moeda prateada e 8 borrifadas de perfume. O Ecó é feito semanalmente.
O Assentamento de Yemanjá leva âncora, leme, navio, jóias de prata, pérolas, caramujo, cavalo-marinho, estrela-do-mar, remo, conchas, conchas de madrepérola, espelho, saudação  (OMIODO)







No Brasil a Iemanjá foi atribuída a tarefa da manutenção das cabeças, em especial no procedimento do Bori tornando-se a Iyá Ori ("Mãe das Cabeças"), a cerca disso R. Prandi nos explica: "Ajàlá está esquecido no Brasil, tendo sido substituído por Iemanjá, a dona das cabeças, a quem se canta, no xirê, quando os iniciados tocam a cabeça com as mãos para lembrar esse domínio, e na cerimônia de sacrifício à cabeça (Bori), rito que precede a iniciação daquela pessoa".[79]


S. Epega defende o culto de Iemanjá como Iyá Ori justificando o porquê dessa atribuição, ela relata:

"Quando Yemoja veio do orun [mundo ancestral] para o aiye [planeta Terra], ao chegar descobriu que cada Òrìsà já tinha seu domínio na terra dos homens, e nada havia sobrado para ela. Queixou-se a Olodumare [deus criador], que disse a ela ser seu dever cuidar da casa de seu marido Obàtálá [rei das roupas brancas], de sua comida, de sua roupa, de seus filhos. Yemoja se revoltou. Ela não tinha vindo do Orun para oaiye para ser dona de casa e doméstica. E tanto falou, tanto reclamou, que Obàtálá foi ficando perturbado, até que finalmente enlouqueceu. Ao ver seu marido[nb 11] nesse estado, Yemoja pensou na atitude que Olodumare iria ter com ela quando chegasse do Orun. E procurou os melhores frutos, o óleo mais claro e encorpado, o peixe mais fresco, o iyan mais bem pilado, um arroz bem branco, os maiores pombos brancos, o obi mais novo, o melhor atareekuru acabado de cozinhar, ori muito bom, os igbin mais claros, orógbó macio, água muito fria, e com isso tratou a cabeça de Obàtálá. Ele foi melhorando com os ebós, e um dia ficou completamente curado. Olodumare chegou do Orun para visitar Obàtálá. Falou à Yemoja que havia visto tudo o que acontecera, e deu-lhe os parabéns por ter curado tão bem a cabeça de seu marido. Dali para frente, Yemoja iria ajudar os homens que fizessem más escolhas de ori [destino, força vital], a melhorar suas cabeças, com uma oferenda determinada pelo oráculo de Ifá, através de Orunmilá [deus do destino dos homens].[80]
Curiosamente em Cuba onde não há referência a posse desse atributo por Iemanjá, L. Cabrera consegue resgatar o seguinte mito:
"No começo do mundo, os Orixás e homens confabularam contra Iemanjá, que entrava na terra, a varria continuamente com suas ondas e a todos impunha respeito. Olorun disse a Obatalá: 'Vá ver de que acusam Iemanjá.' Eleguá, que ouviu a ordem recebida por Obatalá, disse a Iemanjá: 'Consulte-se com Ifá para que você confunda todos os seus inimigos.' Iemanjá seguiu o conselho de Eleguá, consultou Ifá e este indicou que ela fizesse um ebó (sacrifício) de carneiro. Obatalá chegou a Ilê Ifé, a aldeia dos orixás e dos homens e, enquanto todos falavam, Iemanjá saiu do mar e avançou até o grande Orixá, mostrando-lhe a cabeça do carneiro. Obatalá pensou: 'É a única que tem cabeça!',e confirmou seu poder e grandeza."[40]
Noutra versão, Iemanjá se encontra com Olorun na reunião por ele imposta aos Orixás e lhe presenteia com a cabeça de um carneiro e este ao perceber que ela era a única dos presentes a homenageá-lo diz: "Awoyó Orí dorí e". "Cabeça você traz, cabeça você será". A justificativa do mito seria que Iemanjá é "cabeça que pensa por si mesmo" e a autora não apresenta maiores justificativas para entendermos a simbologia nele expressa, no entanto R. Prandi e A. Vallado justificam esse relato como referência da tutela dos oris por parte de Iemanjá.[29][79] L. Cabrera ao escrever sobre um mito que menciona Iemanjá novamente casada com Aganju evidencia Obatalá como dono das cabeças, atributo que Aganjusem sucesso teria tentado tomar para si.[40]
A. Apter ao explorar o aspecto político de seu culto em Ayede, em especial quanto a descrição do ritual da cabaça realizado pela sua alta sacerdotisa, escreve: "Yemojafrutificando a cabaça representa o útero da maternidade, a cabeça do bom destino, a coroa do rei, a integridade da cidade, mesmo o encerramento cosmológico do céu e da terra",[81] o que não é discrepante com a afirmativa de S. Epega, "(...)no ritual de bori [bo ori - louvar a cabeça], Yemoja sempre é saudada com a cantiga; 'Ori ori ire, Yemoja ori orire, Yemoja' (Cabeça cabeça boa, Yemoja coloca boa sorte na cabeça, Yemoja)", ficando evidente algum aspecto do orixá quanto a cabeça.[80]

Altar de Yemayá em templo em Trinidad (Cuba), com insígnias do sol e da lua.
Outro atributo ou símbolo muito utilizado e presente na interpretação de Iemanjá é a luaR. Prandi relata que Iemanjá teria criado a lua para salvar o sol de extinguir-se, ele registra:
"Orum, o Sol andava exausto. Desde a criação do mundo ele não tinha dormido nunca. Brilhava sobre a Terra dia e noite. Orum já estava a ponto de exaurir-se, de apagar-se. Com seu brilho eterno, Orum [nb 12] maltratava a Terra. Ele queimava dia após dia. Já quase tudo estava calcinado e os humanos já morriam todos. Os Orixás estavam preocupados e reuniram-se para encontrar uma saída. Foi Iemanjá quem trouxe a solução. Ela guardara sob a saia alguns raios de Sol. Ela projetou sobre a Terra os raios que guardara e mandou que o Sol fosse descansar, para depois brilhar de novo. Os fracos raios de luz formaram um outro astro. O Sol descansaria para recuperar suas forças e enquanto isso reinaria Oxu, a Lua. Sua lua fria refrescaria a Terra e os seres humanos não pereceriam no calor. Assim, graças a Iemanjá, o Sol pode dormir. À noite, as estrelas velam por seu sono, até que a madrugada traga outro dia.( PESQUISA DO WIKIPEDIA)

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

OXUM

                                                       
                                                           OXUM        

Oxum é um Orixá de Mel. Sua doçura e amabilidade são perceptíveis mas mesmo assim ela é um Orixá de muita força . Junto com Yemanjá e Oxalá, os três são os Orixás de Coroa (Cabeças Grande). Oxum rege a subsistência de todos os seres, plantas, animais em virtude das Águas Doces, Yemanjá rege o Pensamento e Oxalá rege a Existência, assim como o desencarne também.


Osùn (yoruba) ou Oxum no Batuque, significa "águas". Na verdade não existe um nome exato para a tradução de seu nome dentro do grupo linguístico latino, mas é representada pela riqueza, ouro e águas doces. Rege a fecundidade feminina, protege o feto e a gestação. Mulheres grávidas ou que querem engravidar recorrem sempre aOxum para que lhe dê proteção durante todo processo de crescimento de seus filhos.
Oxum é uma das orixás mais cultuadas no Brasil. Em grande parte, ela se apresenta maternal, receptiva, mas também possui seu lado guerreiro e altivo. Sua dança é sempre majestosa, com ritmos sinuosos, leves podendo chegar a movimentos mais performáticos. Dona das línguas e envolvida com a grande magia sacerdotal feminina, Oxum sempre foi uma orixá onde independente dos seus reinos de domínio é procurada por todos os adeptos do afro-gaúcho para alcançar harmonia e prosperidade em vida.Oxum também é responsável dentro da Nação pela Mesa de Ibeje, juntamente com Xangô. Esta é uma das principais obrigações de aprontamento para que os filhos tenham uma vida doce e próspera em sua nova jornada. Em uma de suas danças, Oxum joga perfume em toda assistência, como forma de benção e de abrir caminhos a fecundidade, refletindo a beleza suave e magistral desta grande orixá.atrás de uma superfície aparentemente calma podem existir fortes correntes e cavernas profundas.Oxum tem a ela ligado o conceito de fertilidade, e é a ela que se dirigem as mulheres que querem engravidar, sendo sua a responsabilidade de zelar tanto pelos fetos em gestação até o momento do parto, onde Iemanjá ampara a cabeça da criança e a entrega aos seus Pais e Mães de cabeça. Oxum continua ainda zelando pelas crianças recém-nascidas, até que estas aprendam a falar.É o orixá do amor, Oxum é doçura sedutora. Todos querem obter seus favores, provar do seu mel, seu encanto e para tanto lhe agradam oferecendo perfumes e belos artefatos, tudo para satisfazer sua vaidade. Na mitologia dos orixás ela se apresenta com características específicas, que a tornam bastante popular nos cultos de origem negra e também nas manifestações artísticas sobre essa religiosidade. O orixá da beleza usa toda sua astúcia e charme extraordinário para conquistar os prazeres da vida e realizar proezas diversas. Amante da fortuna, do esplendor e do poder, Oxum não mede esforços para alcançar seus objetivos, ainda que através de atos extremos contra quem está em seu caminho. Ela lança mão de seu dom sedutor para satisfazer a ambição de ser a mais rica e a mais reverenciada. Seu maior desejo, no entanto é ser amada, o que a faz correr grandes riscos, assumindo tarefas difíceis pelo bem da coletividade. Em suas aventuras, este orixá é tanto uma brava guerreira, pronta para qualquer confronto, como a frágil e sensual ninfa amorosa. Determinação, malícia para ludibriar os inimigos, ternura para com seus queridos, Oxum é, sobretudo a deusa do amor.


  • Oxum Adocô: A grande matriarca e sábia.
  • Oxum Olobá: A Oxum da "lomba". Relacionada aos problemas de saúde e risco de morte nas gestações e crianças menores.
  • Oxum Demum: A grande conhecedora da cura pelas folhas e dos segredos das cachoeiras mais afastadas.
  • Oxum Epandá: Moça, coquete, vaidosa e guerreira.
  • Oxum Epandá Ibeje: a mais jovem das oxuns em sua forma infante.
A oferenda (frente) de Oxum leva canjica amarela cozida, 4 ou 8 ou 16 (e seus múltiplos) quindins, mel e 8 borrifadas de perfume. Olobá couve refogada com mel e um pouco de dendê O número 8 é o número do Povo de Praia (Oxum, Yemanjá e Oxalá). No Ilê nós também fazemos o Ecó que é o calço da casa e protege contra os Eguns, trazendo também proteção e movimento. O Ecó é feito semanalmente com farinha de milho, 8 moedas, mel, uma gema de ovo dentro de um copo com água e 8 borrifadas de perfume.  




Para Oxum, então, foi reservado o posto da jovem mãe, da mulher que ainda tem algo de adolescente, coquete, maliciosa, ao mesmo tempo em que é cheia de paixão e busca objetivamente o prazer. Sua responsabilidade em ser mãe se restringe às crianças e bebês.Começa antes, até, na própria fecundação, na gênese do novo ser, mas não no seu desenvolvimento como adulto. Oxum também tem como um de seus domínios, a atividade sexual e a sensualidade em si, sendo considerada pelas lendas uma das figuras físicas mais belas do panteão místico Iorubano.Pierre Verger, que escreveu: “o arquétipo de Oxum é das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras. Das mulheres que são símbolo do charme e da beleza. Voluptuosas e sensuais, porém mais reservadas que as de Iansã. Elas evitam chocar a opinião publica, á qual dão muita importância. Sob sua aparência graciosa e sedutora, escondem uma vontade muito forte e um grande desejo de ascensão social”.Os filhos de Oxum têm tendência para engordar; gostam da vida social, das festas e dos prazeres em geral. Gostam de chamar a atenção do sexo oposto.Aprecia o luxo e o conforto, é vaidoso, elegante, sensual e gosta de mudanças, podendo ser infiel. Despertam ciúmes nas mulheres e se envolvem em intrigasNa verdade os filhos de Oxum são narcisistas demais para gostarem muito de alguém que não eles próprios, mas sua facilidade para a doçura, sensualidade e carinho pode fazer com que pareçam os seres mais apaixonados e dedicados do mundo. São boas donas de casa e companheiras.São muito sensíveis a qualquer emoção, calmos, tranqüilos, emotivos, normalmente têm uma facilidade muito grande para o choro.Oxum é assim: bateu, levou. Não tolera o que considera injusto e adora uma pirraça. Da beleza à destreza, da fragilidade à força, com toque feminino de bondade


      
Como Oxum Conseguiu Participar Das Reuniões Dos Orixás Masculinos
Logo que todos os Orixás chegaram à terra, organizavam reuniões das quais mulheres não podiam participar. Oxum, revoltada por não poder participar das reuniões e das deliberações, resolve mostrar seu poder e sua importância tornando estéreis todas as mulheres, secando as fontes, tornando assim a terra improdutiva. Olorum foi procurado pelos Orixás que lhe explicaram que tudo ia mal na terra, apesar de tudo que faziam e deliberavam nas reuniões. Olorum perguntou a eles se Oxum participava das reuniões, foi quando os Orixás lhe disseram que não. Explicou-lhes então, que sem a presença de Oxum e do seu poder sobre a fecundidade, nada iria dar certo. Os Orixás convidaram Oxum para participar de seus trabalhos e reuniões, e depois de muita insistência, Oxum resolve aceitar. Imediatamente as mulheres tornaram-se fecundas e todos os empreendimentos e projetos obtiveram resultados positivos. Oxum é chamada Iyalodê (Iyáláòde), título conferido à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre as mulheres da cidade.

XAPANÃ

                                              

                            XAPANÃ


Senhor da saúde e das doenças, pois tanto pode produzi-las, como curá-las,  é também conhecido como Obaluayê ou Omulu, dependendo da Nação que o cultua.Xapanã significa Dono da Terra, Um dos mais temidos Orixás, comanda as doenças e, consequentemente, a saúde. Assim como sua mãe Nanã, tem profunda relação com a morte. Tem o rosto e o corpo cobertos de palha da costa, em algumas lendas para esconder as marcas da varíola, em outras já curado não poderia ser olhado de frente por ser o próprio brilho do sol. 
 No Batuque é o dono da vassoura, com que varre os males dos nossos caminhos. É o legitimo dono da limpeza. Na maioria dos trabalhos de religião que envolva limpezas das mais complexas, sempre Xapanã é reverenciado.
Geralmente seus filhos trazem como adjuntó Oyá, Obá e raramente Oxum. Sempre é representando com a palha da costa encobrindo as feridas de seu rosto guerreiro. O tratamento de seus assentamentos é sempre com epô.
  • Suas cores são o vermelho e preto (Jubeteí e Belujá) e roxo (Sapatá) -
  • Sua vassoura para trabalhos tem sete cores.
  • Sincretizado com Nosso Senhor dos Passos, São Lázaro e São Roque.
  • Dia da semana na Nação de Cabinda e Ijexá é quarta-feira.
  • Seu número é 7 e seus múltiplos. Alguns Babalorixás da Nação de Cabinda adotam também o 9

 As pessoas dedicadas a este orixá mostram-se sofredoras, são capazes de abster-se de suas necessidades e interesses para consagrarem o bem-estar dos seus.





                                   o Arquétipos dos filhos de Xapanã:

Os filhos de Xapanã são pessoas com tendência masoquista, que gostam de exibir seus sofrimentos e as tristezas das quais tiram uma satisfação íntima. Pessoas que são incapazes de se sentirem satisfeitas quando a vida lhes corre tranquila. Podem atingir situações materiais invejáveis e rejeitar, um belo dia, todas essas vantagens por causa de certos escrúpulos imaginários. Pessoas que em certos casos sentem-se capazes de se consagrar ao bem-estar dos outros, fazendo completa abstração de seus próprios interesses e necessidades vitais.
Características Positivas: 
Pensativos, prestativos, sinceros, honestos, desinibidos, sóbrios, equilibrados, decididos e falantes.
Características Negativas:
Rabugentos, ranzinzas, são do tipo nervosos e ansiosos, vingativos, jamais esquecem uma ofensa.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

ORIXÁS REGENTES DE 2016

                                            ORIXÁS REGENTES  DE 2016
                                                  
                                                             


ORIXÁS2016 Será um ano Regido pelo Planeta SOL, sim o Sol mesmo que seja uma estrela é considerado pelos esotéricos um Planeta Regente, logo sua regência será o orixá da Criação, Orixá Oxalá em todas as suas Formas; Oxalufã, Oxaguiã, Obatalá, Orixaláestarão a frente deste ano.
A Regência do Sol nos remete aos mitos da criação e Divindades criadoras, conhecidos como avatares ou messias, os Filhos de Deus como Shiva, Buda, Jesus Cristo entre outros. Com Influência de Iemanjá que a partir do mês de Julho também influenciará no Ano.
O Ano de 2016 será um ano bem importante, Será Regido pelo orixá OXALÁ, sim o Senhor do pano branco, o Criador da Humanidade, o orixá da paz. Aquele que carrega o Mundo nas mãos ao lado de Seu Cajado. E quando temos um Ano regido por esse grande Orixá temos um ano mais lento, pois Oxalá é lento porém constante, será um ano mais equilibrado, 2015 tínhamos Ogum e tivemos muitos altos e baixos pois Ogum é a Execução. Oxalá representa equilíbrio do Planeta, o começo. O Início, teremos em 2016 uma nova oportunidade de começarmos tudo de novo. Oxalá em 2016 vem montado em suas Nuvens levantando a Bandeira da Paz e da União, será um ano para repensarmos nossas atitudes e despertarmos o Amor ao próximo, pois este é o único caminho que nos conecta a Oxalá Aqueles que colheram tempestades em 2015 terão em 2016 a oportunidade de uma nova plantação. Já quem teve 2015 um ano de realizações, 2016 consolidará mais ainda todas as conquistas.
Espiritualmente estaremos muito bem guardados, pois o Orixá do branco é um grande protetor e guardião de toda Humanidade!
Climaticamente teremos um ano quente pois O Sol estará mais presente e próximo da terra! Além de Oxalá, outras formas deste Orixá também trarão suas características, Oxaguiã o Orixá do progresso estará presente e participativo então teremos muitas descobertas no campo da ciência em 2016 Já Obatalá o oxalá que criou a Terra cuidará do nosso planeta, para isso há grandes possibilidades de grandes ventos e tufões que remanejaram a terra para termos mais equilíbrio com a Natureza.
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A Influência de Iemanjá a Mãe do Mundo, irá trazer um pouco de nostalgia perto do fim do ano, porém trará um pequeno ciclo de Águas, como todo ano de Oxalá terminaremos com muitas chuvas e Águas, Serão as Águas de oxalá fechando o ano de 2016!
O Ano de 2016 passará mais devagar porém será um ano com mais constância e estabilidade assim como os passos de oxalá que são lentos mas nunca param. Que Pai Oxalá traga sua bandeira branca da paz e fixe nos quatro cantos do mundo; a partir do dia 1 de Janeiro de 2016. Salve Pai OXALÁ! Salve 2016

sábado, 13 de agosto de 2016

IBÊJE

Nação de Cabinda do Batuque, são entidades Gêmeas que formam um único orixá. São Orixás infantes.
Seu assentamento é feito em "vultos" (orixás feito em madeira). A homenagem aos Ibêjes, chamada de Mesa de Ibêje consiste numa mesa (toalha arreada no chão) na qual se serve somente crianças até sete anos de idade e mulheres grávidas, para comerem canja feita das aves que foram sacrificadas aos Ibêjes, doces de toda qualidade, brinquedosbalas.
Geralmente, Xangô e Oxum ocupam seus filhos de santo para prestigiar. Yemanjá e Oxalá também podem ser fazer presentes na cerimônia. Não é comum a presença de outros orixás chegando a Mesa de Ibêje por se tratar de um rito doce e onde a energia da fecundidade está muito presente.
São os melhores para trabalhar na Nação pois possuem o mel de uma criança e o azedo de um adulto.
Diferente do Candomblé, onde Ibêje é cultuado como Orixá ímpar, no Batuque eles são cultuados como qualidades de seus pais. Tanto Xangô Agandju Ibêje, quanto Oxum Epandá Ibêje, recebem as oferendas e pedidos de quem precisam de suas preces.
Na África, Ibêje é o que indica a contradição, os opostos que caminham juntos, a dualidade. Ibêje mostra que todas as coisas, em todas as circunstâncias, têm dois lados e que a justiça só pode ser feita se as duas medidas forem pesadas, se os dois lados forem ouvidos. Por isso de sua herança e importância na cultura afro brasileira.
  • Dia da semana na Nação de Cabinda: Terça-feira (Xangô Agandju Ibêje). Sábado (Oxum Epandá Ibêje)
  • Numero: 6 para Xangô Agandju Ibêje e 8 para Oxum Epandá Ibêje (Nação de Cabinda)
  • Cor: Todas as cores, menos o preto
  • Sincretismo: Cosme e Damião e Nossa Senhora de Fátima

    Entre as divindades africanas, Igbeji é o que indica a contradição, os opostos que caminham juntos, a dualidade. Igbeji mostra que todas as coisas, em todas as circunstâncias, têm dois lados e que a justiça só pode ser feita se as duas medidas forem pesadas, se os dois lados forem ouvidosNa África, o Igbeji é indispensável em todos os cultos. Merece o mesmo respeito dispensado a qualquer Orixá, sendo cultuado no dia a dia. Igbeji não exige grandes coisas, seus pedidos são sempre modestos; o que espera como, todos os Orixás, é ser lembrado e cultuado. O poder de Igbeji jamais podem ser negligenciado, pois o que um orixá faz Igbeji pode desfazer, mas o que um Igbeji faz nenhum outro orixá desfaz. E mais: eles se consideram os donos da verdade.

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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

OBÁ

Obà, (Rainha em yoruba) Obá (usado em sentido literário no Batuque, mas que significa Rei) é a Orixá associada as lutas e de grande virilidade feminina. Seu culto é cheio de tabus, principalmente para os mais antigos. Não é muito fácil encontrar filhas (os) de Obá. Diz-se que no passado na Nação de Cabinda, somente mulheres eram iniciadas e se tem notícias ainda hoje, que durante suas rezas no passado, os homens não tinham permissão de dançar, da mesma forma que as mulheres não dançavam para qualquer qualidade do Orixá Bará. Nos antigos terreiros da Nação de Cabinda, somente as Yalorixás de orixás femininos poderiam aprontar filhas de Obá, sendo que somente Madrinhas de Religião também de orixás femininos, podiam ser escolhidas para seus aprontamentos. Obá sempre foi um orixá de fortes tabus. Seu aprontamento se reserva a detalhes bem específicos, que é de conhecimento dos mais antigos. Diferente do culto das outras iyabas, nela não há presença de homens e até mesmo crianças dentro de seu culto. Mas de anos para cá, talvez o orixá tenho se "adaptado e/ou aceitado" algumas situações como aprontamento de homens ou até mesmo o orixá como passagem de alguns orumalés masculinos. No Candomblé (Ketú), Obá é tratada como uma orixá da justiça e das águas revoltas. Em geral, no Batuque, ela está mais ligada como orixá das rodas e do corte, apesar de se tratar da mesma orixá, mas que demonstra toda tenacidade deste (a) orixa.
Obá foi uma das três esposas de Xangô, na qual diz a lenda que ao tentar agradar o marido, foi convencida por Oxum a cortar sua orelha. Em uma das rezas de Obá, dança-se com uma das mãos nas orelhas em homenagem a este itón (lenda).
Em grande parte das Nações que compõem o Batuque do RS, as (os) filhas (os) Obá tem como adjuntó o Orixá Bará ou Xangô ou Xapanã. Em todas as suas obrigações, ela é tratada com Epô (azeite de dendê) e sempre invocada em caso de brigas e de reequilíbrio do sistema físico emocional
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  • Dia da semana na nação Ijexá é segunda-feira,
  • Dia da semana na nação de Cabinda é quarta-feira.
  • A cor é rosa, mas na nação de Cabinda também se adota o marrom, porém é pouco usual e mais utilizada pelo antigos, segundo Paulo T. B. Ferreira, em sua obra "Fundamentos Religiosos da Nação dos Orixás".
  • É sincretizada com Santa Catarina de Alexandria. Em outras nações com Santa Joana D´Arc.
  • A saudação no Batuque é EXÓ. 
  • A cor da guia é rosa ou marrom. Também pode ser feita com estas cores intercaladas.
  • Seu número é 9.
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    Orixá de grande poder e sabedoria. Ela é guerreira vencedora, mas rege a solidão orixá do rio Obá, foi à terceira das esposas de xangô.(Salve o Rainha Guerreira) Significa: Rainha Elemento: Água e Terra Uma das esposas de Xangô; divindade dos rios, das enchentes, das pedras nas encostas.OBBA Foi o inicio de uma grande paixão, nunca se viu tanto amor. A deusa guerreira e justiceira que pune os homens que maltratam as mulheres, descobriu um sentimento novo por um homem além do ódio.